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EXCISÃO


A prática da excisão feminina está, sobretudo, enraizada nas sociedades africanas, mas também se encontra presente entre alguns povos da Ásia e do Médio Oriente. As leis que a proíbem não conseguiram até agora erradicá-la e a emigração tem transportado o problema para países desenvolvidos, onde as “boas consciências” se dividem entre a defesa da “identidade cultural” dos outros povos – como fez a feminista australiana Germaine Greer – e o reconhecimento de que se trata de um atentado à integridade física da mulher e, como tal, deve ser combatido.
De acordo com números divulgados pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pela Anistia Internacional, calcula-se que perto de três milhões de mulheres sejam submetidas a esta prática todos os anos: quase 6000 por dia. E calcula-se que o total de mulheres genitalmente mutiladas seja de 130 milhões em toda a África e Médio Oriente.
Em muitas sociedades, uma adolescente só é considerada mulher depois de passar pela excisão e, frequentemente, uma mulher só pode casar se tiver sido excisada. A idade em que é praticada varia: alguns povos fazem-na logo após o nascimento, enquanto outros esperam pela primeira gravidez da mulher, mas a esmagadora maioria a pratica ainda na infância ou princípio da adolescência (entre os quatro e os 14 anos).
Existem três tipos principais de excisão. A forma mais “suave” é a chamada sunna, que implica o corte da extremidade do clitóris e/ou do prepúcio. Na clitoridectomia, é removido o clitóris completo, o prepúcio e os lábios menores da vulva. Já na infibulação, a forma mais violenta, retira-se todo o clitóris, bem como os lábios menores e maiores da vulva e, em seguida, cose-se, deixando apenas um minúsculo orifício para o escoamento da urina e do sangue menstrual.
A infibulação é frequentemente designada como circuncisão faraônica, o que leva de imediato a pensar nas suas origens, mas ela é praticada somente em 15 por cento dos casos de excisão. Na África, 85 por cento dos casos de mutilação genital entram na categoria da clitoridectomia.

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