Portfólio de Embriologia
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29/07 Teórica: Origem da vida; Prática: Genitália externa

Na aula teórica de hoje, um debate que perambula entre a atual sociedade foi lançado em discussão: “Qual a origem da vida”?
Provavelmente, o estabelecimento de um conceito de vida deve preceder o anseio para a determinação do que costumeiramente chamamos de vida.
Nada melhor do que instigar os alunos a se aventurarem nessa missão cingidos com as crenças, experiências e informações adquiridas até o presente momento. A professora foi feliz nessa iniciativa, pois diferentes posições foram expostas entre os grupos de modo a evidenciar como esse tema gera controvérsias e como é importante discuti-lo para delimitar as fronteiras que devem ser respeitadas pelas atuais e futuras pesquisas científicas.
Para muitos, viver é estar apto a se relacionar com o meio, com as pessoas com as quais se divide o cenário social; viver é tem condição de crescer fisicamente e psicologicamente. Para outros, viver é ter a capacidade de desenvolver as características acima citadas.
Aristóteles (384-322 a.C) dividiria o parágrafo acima em ato e potência. Esse grande filósofo utilizou o exemplo do ovo e da galinha para argumentar que o existente é um ato procedente de uma potência. O ovo simbolizaria a potência de uma galinha, a capacidade de algo se tornar um ser vivo, o ato. Nessa lógica, o embrião seria a potência do ato de ser humano.
Especialistas em reprodução afirmam que a vida começa na implantação (11 dias após a fecundação), já neurocientistas alegam ser o fechamento do tubo neural (28 dias) o marco da existência de um ser humano. Também há os defensores do começo da vida simbolizado pelo início da atividade cardíaca (4 semanas). O xintoísmo e o judaísmo argumentam que a vida começa após o nascimento enquanto algumas tribos africanas crêem que após os 3 anos de idade, quando a criança recebe um nome, inicia-se a vida.
Algo interessante da aula foi saber o conceito de aborto para a OMS, a qual diz que com menos de 20 semanas e menos de 500g se considera aborto a saída do concepto do organismo materno. Após isso, considera-se um nascimento prematuro.
De fato, muito ainda deve ser estudado e discutido sobre a origem da vida, mas parece uma utopia a existência de um consenso. Espero poder me armar melhor nas aulas de embriologia de modo a construir meu posicionamento de cunho neurocientista que considero ser passível de mudança.

Na aula prática, a genitália externa feminina foi mostrada à sala no formol e uma revisão das principais estruturas foi feita de uma maneira que considerei inovadora. O uso de massinhas para caracterizar o útero, as tubas uterinas, os ovários, os ligamentos útero-ovariano, largo, redondo e mesosalpinge proporcionou um recurso cognitivo significativo para o resgate de memórias sobre tal matéria. O livro Mantenha o seu Cérebro Vivo de Lawrence Katz e Manning Rubin mostra como técnicas baseadas na sinestesia são eficientes visto que umas das principais formas utilizadas pelo cérebro na memorização é a associação multissensorial.

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