Portfólio de Embriologia
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12/08 teórica: Espermatogênese; prática: Lâmina de testículo de rato

Na aula teórica de hoje, aprendemos sobre a espermatogênese, processo que dura cerca de 64 dias nos quais uma espermatogônia (2n) dá origem a 4 espermatozóides (n). Os espermatozóides são produzidos nos testículos e armazenados no epidídimo. A espermatogênese compreende a gametogênese e a espermiogênese.
A gametogênese apresenta quatro fases: origem extra-embrionária das células germinativas e sua migração para as gônadas, aumento do número de células germinativas por mitose, redução do material cromossômico por meiose, maturação estrutural dos gametas.
A espermiogênese, por sua vez, apresenta 6 eventos: troca das histonas por protaminas que estabilizam e compactam o DNA, formação de um flagelo a partir do centríolo, formação de uma vesícula acrossomal a partir do Complexo de Golgi, agrupamento de mitocôndrias em espiral em torno da porção proximal do flagelo, eliminação de restos citoplasmáticos, concentração dos receptores de membrana na cabeça do espermatozóide.
Durante a aula, a professora mostrou como é importante saber os processos presentes na espermatogênese, pois erros na gametogênese como a não disjunção cromossômica podem levar a aberrações cromossômicas como as trissomias (Klinefelter, Down, etc) e erros na espermiogênese podem incapacitar um espermatozóide que não conseguirá fecundar o ovócito II.

Ao ver essa aula prática, lembrei que certa vez escutei o professor de embriologia da UNIVALI dizer sobre a possibilidade do celular diminuir a fertilidade masculina e descobri que um estudo conduzido por pesquisadores da Fundação Cleveland Clinic, nos EUA, e apresentado no Congresso da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva, em New Orleans, alertou sobre o assunto. Verificou-se que quanto maior o tempo de uso do telefone celular, menor era a quantidade de espermatozóides produzidos pelos testículos. Os homens que usavam o celular por mais de 4 horas por dia eram aqueles que apresentavam a menor quantidade de espermatozóides produzidos (66 milhões por mililitro, em média), comparados aqueles que usavam por menos de 2 horas (76 milhões por mililitro) ou entre 2 e 4 horas (71 milhões por mililitro). Os pesquisadores estudaram 364 homens entre setembro de 2004 e outubro de 2005. Além de serem avaliados por exames para verificar seu estado de fertilidade, os homens responderam um questionário sobre uso de telefone celular.
De fato, realmente é importante compreender a espermatogênese e os fatores que a influenciam.

• Na aula prática, podemos observar o testículo de um rato. Destaque para a forma e a disposição das espermatogônias, espermátides e espermatozóides (nos ratos apresentam uma cabeça falciforme). A foto A mostra o corte de testículos de ratos normais, com a produção regular de espermatozóides. A foto B mostra o testículo de ratos inférteis, quatro semanas após o tratamento com adjudina (fotos: Nature Medicine ).

3 Respostas to “12/08 teórica: Espermatogênese; prática: Lâmina de testículo de rato”

  1. Felipe, muito interessante (e assustador!!) esse estudo sobre celular e infertilidade… procurei o artigo na Bireme mas não o encontrei… se puder me enviar por email, eu agradeceria… 🙂
    Bom, já que você colocou lâminas de testículos, poderia também ter feito correlação interdisciplinar, visto que tiveram esse assunto em histologia…. Poderia também ter citado a quantia de espermatozóides necessária para que o homem seja considerado fértil… seria uma correlação teórico-prática….

  2. Gostaria de saber mais sobre essas aulas , pois faço Pós em embriologia…

  3. Da onde são essas aulas??
    Vão acontecer em 2010?


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