Portfólio de Embriologia
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09/09 Teórica: Primeira semana do desenvolvimento embrionário; Prática: Métodos contraceptivos

Na aula teórica de hoje, podemos entender melhor os eventos que marcam a primeira semana do desenvolvimento embrionário: clivagem e implantação.

Na clivagem, o zigoto sofre várias divisões mitóticas. É importante ressaltar que a clivagem nos humanos é holoblástica, assimétrica e rotacional.

Mitoses sem fase G do ciclo celular, divisões que se iniciam 30 horas após fecundação, divisões iniciais lentas (uma a cada 12 ou 24 horas) e divisões assincrônicas caracterizam a clivagem.

Aprendemos que podem existir erros na clivagem como a Síndrome de Down por mosaicismo, resultado da não disjunção durante as divisões iniciais, as quais podem gerar um embrião com dupla linhagem celular.

Quatro dias após a fecundação, as células sofrem diferenciação em embrioblasto e trofoblasto.

O embrioblasto é uma massa celular interna que forma o embrião e contribui para a formação do âmnio e saco vitelino, já o trofoblasto é quem se encarrega de fazer a nutrição do embrião e formar o cório e a porção embrionária da placenta.

As células do trofoblasto possuem receptores (EGF-R) importantes para a implantação, mas não contribui para formação do corpo do embrião.

O blastocisto chega à cavidade uterina de três a quatro dias após a fecundação e com o rompimento da zona pelúcida por ação da stripsina ele se torna apto à implantação.

A progesterona faz com que as células do endométrio modifiquem sua estrutura tornando suas microvilosidades apicais menores, pinopódios.

Os pinopódios absorvem líquidos tornando a cavidade uterina virtual, o que facilita o contato do blastocisto com o endométrio.

A progesterona atua também modificando o córion para facilitar o deslocamento do blastocisto.

É na implantação que o trofoblasto se diferencia em citotrofoblasto e sinciciotrofoblasto (produz B HCG).

Algo interessante foi saber que os genomas materno e paterno são expressos de forma diferente, algo chamado de imprinting genético. Existe o imprinting paterno, que parece “desligar” seletivamente genes envolvidos com o desenvolvimento do embrião, e o imprinting materno que parece “desligar” seletivamente genes envolvidos com formação de estruturas extra-embrionárias como a placenta.

Também foi exposta à sala uma forma de reprodução assexuada, a partenogênese, que é o desenvolvimento embrionário a partir de um ovócito não fertilizado. É comum em abelhas e alguns anfíbios, porém, não acontece entre os humanos.

A aula prática de hoje teve como assunto os métodos contraceptivos. Foi aula dada pelas monitoras, as quais se preparam bem e didaticamente esclareceram várias peculiaridades dos métodos usados.

Eu não sabia que os métodos contraceptivos podem ser classificados em comportamentais, hormonais, e de barreira

Comportamentais

Tabelinha (Ogino Knaus): Num ciclo regular de 28 dias, a ovulação se daria teoricamente no 14 dia. A mulher não deve ter relações sexuais nem 5 dias antes, nem 5 dias depois da ovulação. No entanto, muitos fatores podem desregular o ciclo.

Temperatura basal: O aumento da temperatura indica que a mulher esta em seu período fértil.

Muco cervical (Billing): Faz-se com os dedos uma pinça e analisa-se a consistência do muco cervical

Coito interrompido: Consiste em interromper a relação antes da ejaculação

Hormonais

Pílula:  Deve se começar a administração da pílula no 1 da menstruação e continuar por 21 dias, consecutivamente. Depois dos 21 dias, faz-se uma pausa de 7 dias, e no 8o recomeça-se a administração.

Injetável: Os anticoncepcionais injetáveis são apresentados em formas que permitem a sua aplicação uma vez ao mês ou uma vez ao trimestre. Requerem menos disciplina do que a necessária no uso das pílulas.

Barreira

Camisinha: O método mais popular. Existe a camisinha masculina e a feminina. A masculina acabou se popularizando mais por ser de baixo custo e de fácil uso. Ela também apresenta a vantagem de evitar doenças sexualmente transmissíveis.

Diafragma: Uma espécie de “capuz” de látex colocado no colo do útero. Normalmente utilizado em conjunto com espermicidas.

Esponja: Uma esponjinha colocada dentro da vagina embebida com espermicida.

Outros

Adesivo Evra: Adesivo aderido à pele, utilizado por 3 semanas, deixando-se 1 semana sem.

Implante: Trata-se de um implante subcutâneo que libera hormônios na corrente sanguínea. Dura 1 ano.

DIU:  O famoso dispositivo intra-uterino. Geralmente feito de cobre, é inserido dentro do útero, e acarreta mudanças no mesmo alem de matar os espermatozóides. Deve ser colocado por um medico e apresenta durabilidade de alguns anos.

anel vaginal

Anel vaginal: São anéis plásticos que contêm hormônios. Devem ser deixados por três semanas na vagina seguida por uma pausa de uma semana.

Definitivos

Laqueadura: Procedimento mais complexo e gerador de complicações no pós-operatório, algo que justifica a maior utilização da vasectomia. Consiste numa ligadura das trompas.

Vasectomia: Procedimento bastante simples, porém pouco indicado por ser irreversível.

5 Respostas to “09/09 Teórica: Primeira semana do desenvolvimento embrionário; Prática: Métodos contraceptivos”

  1. Favor gostaria de receber novas informaçoes.
    Agradeçemos.

  2. gostaria de receber no meu mail a orimeira , segunda e terceira desenvolvimento rbrionarario estou estudando embriologia . obrigado

    • Olá Maria, navegue pelo site que vc poderá encontrar informações sobre a primeira, seg e tercerira semana. Se tiver alguma dúvida ou curiosidades transmita-me.

  3. ola gostaria de tira uma duvida meu ciclo e regular eu mestruei a ultima vez dia 30 de dezembro e tive relacoes dias 14 e 15 de dezembro gostaria de saber se tenho alguma chance de estar gravida ja tenho um filho de 10 anos… obg mande a resposta para o meu email por favor

    • Olá> Sim, você tem grandes possibilidades de estar grávida. A ovulação ocorre em média no 14° do ciclo menstrual, podendo variar 4 dias a mais ou 4 dias a menos. Esse é considerado o período mais fértil da mulher. Boa sorte!


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