Portfólio de Embriologia
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Aula do dia 04/11 PERÍODO FETAL

feto

O período fetal é o período compreendido entre a 9ª semana e o nascimento.

Na nona semana, há uma visível desproporção entre a cabeça e o corpo do feto, a cabeça equivale-se à metade do tamanho do feto.

É notável a formação de campos ungueais e impressões digitais.

As orelhas têm implantação baixa e a face evidencia-se larga e com olhos bem separados. Há o término e a fusão das pálpebras.

Nessa semana acontece a regressão da onfalocele fisiológica. O baço começa a produção de hemácias nesse e a cabeça começa a se desenvolver mais vagarosamente, o que vai gerar uma proporcionalidade maior na relação cabeça/corpo posteriormente.

Há liberação de urina, a qual será secretada no líquido amniótico, renovado constantemente.

A diferenciação da genitália externa é outro fenômeno relevante da nona semana.

Na 16ª semana, o pavilhão auricular se destaca da cabeça e os olhos se movimentam rapidamente. Esses movimentos de olhos permitem deduzir a possibilidade de o concepto conseguir sonhar. Sonhar com o que? Certamente não é com uma linda mulher de características físicas muito desejáveis (kkk). Seus sonhos devem ser construídos com informações alcançadas no ambiente uterino.

Na 18ª semana, a gestante pode sentir movimentos do feto (pontapés). O dia do primeiro ponta-pé, acrescido de 147 dias é a data aproximada do parto.

É possível a observação do lanugo e do vernix caseoso, constituído por secreção das glândulas sebáceas e  por pele descamada. Esse revestimento do feto o ajuda na saída do canal do parto e protege sua frágil derme fetal do liquido amniótico.

Na 20ª semana. Tem-se a permanência e acentuação do vernix e do lanugo. Nota-se a formação de sobrancelha e a presença de cabelo, bastante ralo.

A pele apresenta-se bastante translúcida pela ausência de tecido conjuntivo subjacente.

19 a 20 semanas

19 a 20 semanas

Na 24ª semana, tem início a produção de surfactante, um líquido que evita o colabamento alveolar, algo essencial para a respiração após o nascimento.

Forma-se o campo ungueal nas mãos e, duas semanas depois, nos pés. Após quatro semanas mais, inicia-se a hematopoese na medula óssea fetal.

Na 30ª semana, a pele ganha o aspecto rosado característico em decorrência da formação de um tecido conjuntivo e da formação de depósitos de gordura.

Na 35ª semana, o concepto apresenta reflexo de prensão palmar e se torna cada vez mais roliço. O perímetro abdominal iguala-se ao perímetro cefálico e s testículos descem à bolsa escrotal.

Na 36ª semana, a pele descama bastante, as unhas alcançam as pontas dos dedos e os grandes lábios nas meninas encontram-se formados.

Da 38ª até a 42ª semana, há uma acentuação da coloração rósea da pele, um bom tônus muscular, uma diminuição do lanugo. Os mamilos apresentam-se salientes e o concepto apresenta um reflexo de sucção. Nesse período, o feto apresenta relativa quantidade de cabelo, juntamente com sobrancelhas e cílios desenvolvidos. As unhas das mãos chegam a passar da ponta dos dedos e o pavilhão auricular é bem cartilaginoso.

Após a 42ª semana temos o pós-datismo, pois o parto já deveria ter acontecido. O feto costuma liberar mecônio e apresentar um corpo magro e cabeça grande.

Para avaliar a vitalidade fetal, podemos realizar diferentes exames. O principal deles é o ultra-som, por meio do qual se pode avaliar o comprimento do fêmur, a circunferência abdominal e a morfologia como um geral.

A amniocentese pode ser feita também para medir indiretamente a produção de surfactante.

Dosagem de alfa-fetoproteína, que se apresenta aumentada nos casos de trissomias do 21 (síndrome de Down), em casos de malformações por defeitos no fechamento do tubo neural e em casos de gravidez múltipla.

A análise do cariótipo vai revelar a presença de anomalias cromossômicas, como poliploidias e aneuplodias.

A fetoscopia é a observação direta do feto.

A cardiotografia é a analise da dinâmica cardíaca do feto.

Alguns fatores influenciam severamente tamanho do bebe na hora do parto e geram um feto pequeno para a idade gestacional (PIG). Alguns dos principais fatores estão listados abaixo:

  • Desnutrição materna
  • Gravidez múltipla
  • Tabagismo
  • Hipertensão materna
  • Fatores genéticos
  • Maturação-placenta
  • Etilismo
  • Drogas sociais
  • Doenças infecciosas

intra-útero

feto-it1

Considerei interessante a menção do artigo abaixo porque não cogitava a possibilidade do conhecimento da maturidade fetal apartir do estudo da concentração de vernix no líquido amniótico pelo exame da ultra-sonografia.

Título: Detección ultrasonográfica de vernix en líquido amniótico como índice de madurez fetal / Ultrasonographic detection of fetal vernix

Resumo: Se estudió la correlación entre la detección ultrasonográfica de vérnix y el aspecto macroscópico del líquido amniótico (LA) y la madurez pulmonar fetal (MPF) en 73 pacientes de la Unidad de Alto Riesgo del Servicio de Obstetricia y Ginecología del Hospital “Guillermo Grant Benavente” de Concepción. La concordancia entre el aspecto macroscópico del LA obtenido por amniocentesis y la ultrasonografía fue correcta en 59 de los 73 casos (80,8%). En 4 casos (5,5%) la ultrasonografía informó un tipo menor y en 10 casos (13,7%) informó un tipo mayor al que correspondía según el aspecto macroscópico. La ultrasonografía detectó correctamente el 95%de los LA macroscópicamente tipo III (38 de 40) y el 64%de los LA tipo II o tipo I (14 de 22 y 7 de 11, respectivamente). En todos los casos de tipo I por ultrasonografía la prueba de Clements fue negativa (n = 9; MPF = 0%), en cambio fue positiva en 8 de los 20 casos de LA tipo II (MPF = 40%) y en 38 de los 44 casos de LA tipo III (MPF = 86,4%). Nuestro estudio permite concluir que la detección ultrasonográfica de vérnix abundante (LA tipo III) permite asegurar MPF y la ausencia o la presencia de escaso vérnix (LA tipo I) permite suponer inmadurez pulmonar, con lo cual pareciera innecesario realizar estudio de LA para MPF, lo que permite evitar el empleo de amniocentesis, procedimiento invasivo que no está exento de complicaciones tanto maternas como fetales (AU).

http://bases.bireme.br/cgi-bin/wxislind.exe/iah/online/?IsisScript=iah/iah.xis&src=google&base=LILACS&lang=p&nextAction=lnk&exprSearch=104751&indexSearch=ID

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2 Respostas to “Aula do dia 04/11 PERÍODO FETAL”

  1. Prova de Clements que o artigo cita é a medida de lecitina-esfingomielina, que avalia a maturidade pulmonar do feto.
    Não me lembro se foi comentado isso em aula…

  2. imformações sobri desnutrição energetica proteica gestacional


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